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ANÁLISE EXPERIMENTAL DE CONCRETO DE ALTA RESISTÊNCIA (CAR), UTILIZANDO COMO AGREGADO GRAÚDO RESÍDUOS DE GRANITO PRETO (SÃO GABRIEL).

Tipo de Trabalho 

Artigo

No concreto convencional a ruptura ocorre geralmente na pasta de cimento, pois a aderência pasta-agregado é muito fraca, já no CAR a ruptura acontece no agregado, pois com adição de sílica e aditivo a zona de transição pasta-agregado fica bastante coesa. Segundo MEHTA e MONTEIRO (2008), o concreto é definido como sendo de “alta resistência” apenas com base na resistência à compressão a uma dada idade. Com o grande avanço da tecnologia do concreto surgiram os concretos de alta resistência (CAR), cuja característica principal é a elevada resistência à compressão. Sendo uma das propriedades do concreto, mais importante e valorizada pelos engenheiros e projetistas, a resistência à compressão do concreto, é geralmente especificada em projetos de estruturas de concretos. Embora o emprego de CAR em nossa cidade seja ainda limitado na construção civil, no Estado do Tocantins há obras de grande poste que utilizaram concreto de alta resistência (CAR), como: A ponte Fernando Henrique Cardoso construída com CAR de 40 MPa e Ferrovia Norte-Sul em construção com CAR de 75 MPa. Neste sentido, este trabalho visa contribuir para maior compressão do comportamento do CAR quanto à propriedade mecânica de resistência à compressão, sendo que o concreto foi produzido com agregado graúdo, britados com resíduos de corte, quebra e sobra das chapas de granito preto (São Gabriel) comumente encontrado nos pátios das marmorarias. Com intuito de estar reaproveitando estes resíduos das construtoras e centrais de concreto podem utilizar esse material na produção do CAR, não somente visando a redução de custos, mas também sobre as óticas ambientais e sociais, através da utilização de sistemas de reciclagem e da busca de sustentabilidade dos processos de produção, minimizando os impactos ambientas.
Por fim, o emprego dos materiais utilizados na produção do concreto teve um efeito significativo na resistência à compressão do CAR, chegando a ordem de 90 MPa aos 28 dias.