ESTRESSE OCUPACIONAL: SEUS IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE.
Artigo
Introdução: O estresse ocupacional configura-se como um determinante crítico da saúde mental dos profissionais de todas as áreas, com a síndrome de esgotamento ocupacional, popularmente conhecido por burnout, representando uma consequência grave e prevalente, principalmente os que atuam na área da saúde. A natureza desgastante da assistência, somada a condições laborais frequentemente precárias e a necessidade de tomar decisões complexas com carga emocional por se tratar de outro ser um humano, demanda uma análise crítica desse fenômeno. Objetivo: Analisar a relação entre as condições de trabalho e o esgotamento ocupacional, entre profissionais da saúde, identificando seus principais fatores determinantes, impactos e estratégias de enfrentamento discutidas na literatura recente. Metodologia: Realizou-se uma revisão bibliográfica narrativa de natureza qualitativa. A busca foi conduzida em bases de dados nacionais e internacionais (SciELO, LILACS, PubMed), utilizando os descritores "esgotamento ocupacional", "saúde mental", "profissionais da saúde" e "autocuidado". Foram selecionados 12 artigos científicos, publicados entre 2021 e 2025, em português, espanhol ou inglês. Resultados: Identificou-se uma relação direta entre condições de trabalho adversas e a alta prevalência de esgotamento ocupacional. Os principais fatores de risco incluem sobrecarga e longas jornadas, escassez de recursos materiais e humanos, exposição a traumas, falta de valorização e suporte gerencial, e conflitos interpessoais. As manifestações centrais do esgotamento: exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional, frequentemente se associam a transtornos como ansiedade e depressão. A revisão aponta a insuficiência de estratégias focadas apenas no indivíduo, destacando a necessidade primordial de intervenções organizacionais. Conclusão: O enfrentamento da síndrome de esgotamento ocupacional entre profissionais da saúde exige uma abordagem integral e multinível. Conclui-se que é necessário combinar intervenções institucionais, como melhoria das condições de trabalho, suporte psicológico estrutural e políticas de gestão humanizadas, com o fomento ao autocuidado apoiado. A proteção da saúde mental desses trabalhadores é fundamental não apenas para o seu bem-estar individual, mas também para a qualidade e a sustentabilidade dos serviços de saúde.