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TUBERCULOSE GENITURINÁRIA EM SANTOS-BRASIL, 2012 A 2022: ANÁLISES EPIDEMIOLÓGICAS E DE FATORES DE RISCO-

Tipo de Trabalho 

Artigo

Introdução: A tuberculose geniturinária (GUTB) costuma ser diagnosticada tardiamente, e esse atraso pode levar a complicações como estenose uretral ou ureteral, insuficiência renal e infertilidade, dentre outros, sendo considerada a principal causa de morte por doenças infecciosas entre adultos em todo o mundo. Entre todos os países, o Brasil é o que possui maior número de casos notificados de tuberculose nas Américas. Objetivo: Sintetizar dados nacionais e internacionais relacionados à epidemiologia da GUTB com ênfase na cidade de Santos-SP, uma das mais prevalentes em casos de PTB do Brasil. Metodologia: Dados epidemiológicos nacionais foram tabulados com a utilização do Tabnet. Artigos disponíveis na base do PUBMED foram recuperados utilizando a seguinte estratégia de busca: “genitourinary tuberculosis [title] AND epidemiology”. Resultados: No período de 2012 a 2022 foram notificados 3025 casos de tuberculose geniturinária no Brasil, sendo 57,3% no sexo masculino e a maioria acometendo a faixa etária dos 40-59 anos (41,8%). Destes, 1572 foram registrados na Região Sudeste, sendo 903 no Estado de São Paulo (57,4%), 9 foram notificados na cidade de Santos (<1%), estando a cidade entre as 12 mais prevalentes do estado. A capital lidera em número de casos com 420 notificações. Conclusão: O diagnóstico de GUTB pode ser desafiador, visto envolver qualquer parte dosistema geniturinário. A apresentação da doença varia desde sintomas urinários vagos até um quadro de doença renal crônica. Para que um diagnóstico correto seja realizado é necessário conhecer a incidência local da TB, o histórico do paciente, e sempre levantar a hipótese de GUTB para indivíduos com episódios prévios de TB, principalmente se estes forem adultos, homens, imunossuprimidos e portadores do HIV.