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EDUCAÇÃO FINANCEIRA PERCEBIDA E PERFIL DO INVESTIDOR: UM ESTUDO COM ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR NO RIO DE JANEIRO.

Tipo de Trabalho 

Artigo

A crescente complexidade dos mercados financeiros e a relevância das atitudes comportamentais na tomada de decisões econômicas reforçam a necessidade de compreender como a autopercepção de conhecimento financeiro influencia o comportamento de investidores iniciantes, sobretudo entre estudantes universitários em fase de formação de sua identidade financeira. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar os fatores que contribuem para eventuais discrepâncias entre a autopercepção do conhecimento financeiro e as decisões de investimento efetivamente realizadas por estudantes do ensino superior, verificando em que medida essa percepção, aliada a fatores sociodemográficos e comportamentais, explica a coerência entre o perfil de investidor declarado e as escolhas reais de produtos financeiros. Para tanto, realizou-se um estudo de caso de abordagem quantitativa e descritiva com 118 estudantes de cursos de negócios de um Centro Universitário da zona norte do Rio de Janeiro, cujos dados, coletados por meio de questionário estruturado, foram analisados com estatísticas descritivas, correlação de Spearman e modelo de regressão logística ordenada (logit ordenado generalizado), com cálculo de efeitos marginais. Os resultados demonstraram que a educação financeira percebida é estatisticamente significativa para explicar o perfil de investidor, reduzindo a probabilidade de perfil conservador e aumentando a de perfil arrojado, uma vez que estudantes com maior autopercepção de preparo financeiro tendem a adotar posturas mais arrojadas e a diversificar mais os investimentos, enquanto níveis menores de autoconfiança favorecem opções conservadoras. Conclui-se que a autopercepção de conhecimento financeiro constitui fator determinante para o alinhamento entre o perfil de investidor declarado e as práticas efetivas de investimento entre universitários, sugerindo que políticas de educação financeira devem contemplar tanto aspectos objetivos quanto subjetivos do aprendizado.